Enfermagem em Saúde da MulherBoas práticas na assistência ao parto normalNível 1
Parturiente de 23 anos, G1P0A0, 40 semanas, em fase ativa do trabalho de parto, é acompanhada por enfermeira obstétrica em um centro de parto normal. Está com o companheiro, refere dor intensa nas contrações e pergunta o que pode fazer para se sentir melhor. Mãe e feto estão com vitalidade preservada.
De acordo com as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, a conduta adequada é:
AEstimular a deambulação e as posições verticais de sua escolha, oferecer líquidos e usar métodos não farmacológicos, como banho morno e massagem.✓ correta
BRealizar tricotomia e enema na admissão para reduzir o risco de infecção e contaminação no expulsivo.
CManter a parturiente em decúbito dorsal e em jejum absoluto até o nascimento, para segurança em caso de cesariana.
DProgramar episiotomia de rotina por se tratar de primípara, para evitar lacerações graves.
EAplicar manobra de Kristeller no período expulsivo para abreviar o tempo de sofrimento da parturiente.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal e as recomendações da OMS estimulam a liberdade de movimento e de posição, a ingestão de líquidos e os métodos não farmacológicos de alívio da dor, como banho morno, massagem e bola, junto com a presença do acompanhante. Tricotomia e enema de rotina não trazem benefício e causam desconforto. Decúbito dorsal obrigatório e jejum absoluto em gestação de baixo risco não são recomendados. Episiotomia de rotina e manobra de Kristeller são práticas desaconselhadas e podem configurar violência obstétrica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.