Enfermagem em Saúde da MulherPartograma: linhas de alerta e de açãoNível 3
Primigesta de 25 anos, 39 semanas, em trabalho de parto, tem o partograma iniciado pela enfermeira obstétrica na fase ativa. A maternidade usa o modelo de partograma com linhas de alerta e de ação adotado pelo Ministério da Saúde. Três horas depois, a curva de dilatação cruzou a linha de alerta e está à direita dela, mas ainda não alcançou a linha de ação. As contrações são 2 em 10 minutos, com 30 segundos de duração; BCF de 136 bpm; bolsa íntegra; apresentação cefálica.
A interpretação correta do partograma e a conduta são:
ADistocia confirmada, com indicação imediata de cesariana.
BEvolução dentro do esperado, pois o desvio só tem significado clínico após a linha de ação.
CIndicação de manobra de Kristeller para acelerar a descida e a dilatação.
DSinal de atenção para progressão mais lenta, exigindo reavaliações mais frequentes e investigação da causa, como a atividade uterina abaixo do esperado.✓ correta
EPeríodo expulsivo prolongado, devendo-se orientar puxos dirigidos com a parturiente em decúbito dorsal.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: no partograma adotado pelo Ministério da Saúde, quando a curva de dilatação cruza a linha de alerta, a progressão está mais lenta que o esperado. Isso pede vigilância maior e busca da causa, e aqui as contrações (2 em 10 minutos, de 30 segundos) sugerem atividade uterina abaixo do esperado. É a linha de ação, traçada 4 horas à direita da linha de alerta, que indica a necessidade de intervenção, a ser avaliada pela equipe. Tratar o cruzamento da linha de alerta como evolução normal ignora o sinal de atenção, e indicar cesariana logo de saída é precipitado. A manobra de Kristeller é desaconselhada pelas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, e a parturiente ainda está na fase de dilatação, não no período expulsivo.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.