Atenção Primária e Saúde da FamíliaDiabetes mellitus na APS - exame do pé diabéticoNível 2
Dona Cleusa, 63 anos, tem diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos. No exame dos pés feito na consulta de enfermagem, ela não sente o monofilamento de 10 g em vários pontos da região plantar dos dois pés. Os pulsos pediosos e tibiais posteriores são palpáveis, não há úlceras e há uma calosidade sob a cabeça do primeiro metatarso direito. Ela costuma andar descalça em casa.
Qual é a interpretação e a conduta mais adequada?
APerda da sensibilidade protetora, com pé em risco aumentado de ulceração; orientar inspeção diária, não andar descalça, usar calçados adequados, não remover calos em casa e reavaliar com mais frequência.✓ correta
BExame dentro da normalidade, pois os pulsos estão palpáveis; reavaliar os pés apenas na consulta anual.
CInsuficiência arterial periférica; orientar escalda-pés com água morna diariamente para melhorar a circulação.
DCalosidade sem importância clínica; orientar a paciente a removê-la em casa com lâmina após o banho.
EPé com úlcera ativa; encaminhar com urgência ao serviço hospitalar para avaliação cirúrgica.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: não sentir o monofilamento de 10 g indica perda da sensibilidade protetora, principal fator de risco para úlcera no pé diabético, e a calosidade em área de pressão aumenta ainda mais esse risco. Segundo o Ministério da Saúde, a conduta é educação para o autocuidado (inspeção diária, não andar descalça, calçados adequados, não manipular calos em casa) e reavaliação mais frequente, com encaminhamento conforme a classificação de risco. Pulsos palpáveis não tornam o exame normal (B), porque a neuropatia é o problema principal. O escalda-pés (C) pode causar queimaduras em pé sem sensibilidade. Remover calo em casa (D) pode provocar lesão, e não há úlcera ativa (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.