Atenção Primária e Saúde da FamíliaTrabalho interprofissional: PTS, apoio matricial e clínica ampliadaNível 3
Marcos, 34 anos, hipertenso, faz uso abusivo de álcool, está desempregado e vive em conflito com a família. Falta às consultas, e cada profissional da eSF que o atende toma condutas isoladas, sem resultado. A enfermeira, que é a profissional com quem Marcos tem mais vínculo, leva o caso para a reunião de equipe, da qual participa a eMulti vinculada.
Qual é a proposta mais adequada, segundo as diretrizes da clínica ampliada e do apoio matricial?
AEncaminhar Marcos ao CAPS AD e encerrar o acompanhamento na UBS, já que o uso de álcool passa a ser responsabilidade exclusiva do serviço especializado.
BRegistrar no prontuário que o usuário é não aderente e aguardar que ele procure a unidade quando estiver motivado.
CConstruir um Projeto Terapêutico Singular com apoio da eMulti, com avaliação ampliada, metas pactuadas com Marcos, profissional de referência e data para reavaliação.✓ correta
DSolicitar internação compulsória como primeira medida, já que há risco à saúde do usuário.
EAumentar apenas a dose da medicação anti-hipertensiva, pois o controle da pressão é o problema principal.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: o Projeto Terapêutico Singular, proposto pela Política Nacional de Humanização para casos complexos, segue quatro movimentos: diagnóstico (avaliação ampliada), definição de metas pactuadas com o usuário, divisão de responsabilidades com um profissional de referência e reavaliação. O apoio matricial da eMulti qualifica essa construção. Encaminhar e encerrar o acompanhamento (alternativa A) rompe a longitudinalidade e a coordenação do cuidado, que continuam sendo da eSF mesmo quando o CAPS participa. Rotular e esperar (alternativa B) ignora a vulnerabilidade, a internação compulsória não é primeira medida (alternativa D), e focar só no remédio (alternativa E) contraria a clínica ampliada.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.