Atenção Primária e Saúde da FamíliaVigilância em saúde no território: notificação compulsóriaNível 2
Lucas, 4 anos, é levado à UBS pela mãe com febre há 4 dias, manchas avermelhadas pelo corpo que começaram atrás das orelhas, tosse, coriza e olhos vermelhos. A enfermeira que o acolhe identifica que a situação se enquadra na definição de caso suspeito de sarampo.
Em relação à vigilância epidemiológica, qual é a conduta correta?
ANotificar somente após a confirmação laboratorial, para evitar notificações desnecessárias.
BAguardar a consulta médica, pois a notificação compulsória é atribuição exclusiva do médico.
CNotificar no consolidado semanal da unidade, junto com os casos de doença diarreica.
DNotificar imediatamente a suspeita à vigilância epidemiológica, sem aguardar confirmação, e apoiar as medidas de controle, como investigação e bloqueio vacinal dos contatos suscetíveis.✓ correta
ENotificar apenas se a criança não tiver comprovação vacinal, pois crianças vacinadas não podem ter sarampo.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: o sarampo é doença de notificação compulsória imediata, e a notificação deve ser feita diante da suspeita, sem aguardar confirmação laboratorial, para permitir investigação e bloqueio vacinal oportunos. A notificação é obrigação de todos os profissionais de saúde, inclusive da enfermeira (alternativa B errada). Esperar a confirmação ou usar o consolidado semanal (alternativas A e C) atrasa as medidas de controle. Mesmo crianças vacinadas podem adoecer, e a situação vacinal não dispensa a notificação (alternativa E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.