Atenção Primária e Saúde da FamíliaSupervisão do ACS pelo enfermeiroNível 3
A enfermeira Paula supervisiona seis ACS. Ao analisar os relatórios do e-SUS APS, percebe que, na microárea 4, cerca de 40% dos cadastros estão desatualizados há mais de um ano e há poucas visitas a gestantes e pessoas acamadas. Ao mesmo tempo, o ACS dessa microárea faz muitas visitas repetidas a famílias sem fatores de risco identificados.
Qual é a conduta mais adequada para Paula, considerando a supervisão do ACS prevista na PNAB?
ARevisar com o ACS o cadastro e a lista de famílias, pactuar critérios de priorização das visitas por risco e vulnerabilidade, acompanhar a execução e levar o tema para a educação permanente da equipe.✓ correta
BComunicar o caso à coordenação para abertura de processo administrativo, já que a supervisão do ACS não inclui orientar o seu trabalho.
CAssumir pessoalmente as visitas às gestantes e acamados da microárea 4, liberando o ACS para manter sua rotina atual.
DDeterminar que o ACS visite todas as famílias com a mesma frequência mensal, porque a priorização de famílias não é prevista na Atenção Básica.
ERedistribuir as famílias da microárea 4 entre os outros ACS, sem discutir com o ACS ou com a equipe, para corrigir rapidamente os indicadores.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a PNAB atribui ao enfermeiro planejar, gerenciar e avaliar as ações dos ACS junto com a equipe, o que inclui orientar a atualização do cadastro e a programação das visitas segundo risco e vulnerabilidade, com acompanhamento e educação permanente. Punir antes de orientar (alternativa B) ignora o papel pedagógico da supervisão. Assumir as visitas no lugar do ACS (alternativa C) não resolve o problema do processo de trabalho. A priorização por risco é justamente o que se espera (alternativa D errada), e redistribuir famílias sem diálogo (alternativa E) rompe o vínculo do ACS com sua microárea.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.