ParasitologiaMalária: coleta de gota espessa, notificação e vigilânciaNível 2
Homem de 30 anos procura uma UBS em uma capital do Sudeste com febre, calafrios e cefaleia há três dias. Ele voltou há duas semanas de trabalho em garimpo na Região Amazônica e está sem febre no momento do atendimento.
A conduta de enfermagem adequada é:
AAgendar a coleta de sangue para o próximo pico febril, pois fora dele os parasitos não são encontrados.
BSolicitar exame parasitológico de fezes em três amostras, já que a febre sugere protozoose intestinal.
COrientar repouso e retorno em sete dias, pois a malária é restrita à Região Amazônica.
DProvidenciar a coleta para gota espessa imediatamente e notificar o caso suspeito à vigilância.✓ correta
EAguardar a confirmação laboratorial para só então informar a vigilância e evitar notificações desnecessárias.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: febre com história de deslocamento para área endêmica configura caso suspeito de malária. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico por gota espessa deve ser feito o mais rápido possível, sem aguardar o pico febril (A), porque o atraso aumenta o risco de malária grave. Na região extra-amazônica, a malária é de notificação compulsória imediata e o caso suspeito já deve ser notificado, sem esperar a confirmação (E). O paciente adquiriu a infecção na Amazônia e pode adoecer em qualquer lugar (C). O exame de fezes (B) não diagnostica malária.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.