ParasitologiaCryptosporidium e coccídios intestinais em imunossuprimidosNível 2
Paciente com aids e CD4+ baixo apresenta diarreia aquosa volumosa há mais de um mês, com desidratação e perda de peso. Exames parasitológicos de rotina foram negativos, e a equipe suspeita de criptosporidiose.
Ao encaminhar nova amostra de fezes, a enfermeira deve saber que o diagnóstico laboratorial habitual dessa infecção é feito por
Amétodo de Baermann-Moraes, que concentra larvas pelo termo-hidrotropismo.
Bmétodo de Graham, com fita adesiva aplicada na região perianal pela manhã.
Cgota espessa, com pesquisa do parasito no sangue periférico no pico febril.
Dmétodo de Kato-Katz, que quantifica ovos por grama de fezes.
Epesquisa de oocistos em esfregaço fecal corado pelo Ziehl-Neelsen modificado.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: os oocistos de Cryptosporidium, assim como os de Cystoisospora e Cyclospora, são pequenos e álcool-ácido resistentes, e costumam não ser identificados nos métodos de rotina. Por isso, o pedido deve especificar a coloração de Ziehl-Neelsen modificada (ou Kinyoun). Essas coccidioses causam diarreia grave e prolongada em imunossuprimidos. O Baermann-Moraes (A) pesquisa larvas de Strongyloides, o Graham (B) é usado para Enterobius, e o Kato-Katz (D) quantifica ovos de Schistosoma mansoni. A gota espessa (C) é o exame da malária.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.