ParasitologiaRelação parasito-hospedeiro: imunossupressão e toxoplasmoseNível 2
Paciente de 35 anos com HIV, em abandono da terapia antirretroviral e com contagem de linfócitos T CD4+ muito baixa, é internado com cefaleia, febre e déficit motor; a investigação sugere neurotoxoplasmose. Ele tem sorologia IgG para toxoplasmose reagente há anos.
O mecanismo mais provável do quadro é:
ANova infecção pela picada de inseto vetor, facilitada pela queda da imunidade humoral.
BReativação de cistos teciduais latentes, com bradizoítos convertendo-se em taquizoítos.✓ correta
CIngestão recente de oocistos, já que a infecção prévia não deixa formas latentes no organismo.
DMigração de trofozoítos intestinais para o cérebro pela circulação portal.
EEliminação de oocistos pelo próprio paciente, que passa a atuar como hospedeiro definitivo.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: após a infecção inicial, o T. gondii permanece em cistos teciduais, sobretudo no cérebro e nos músculos, com bradizoítos controlados pela imunidade celular. Com a queda dos linfócitos T CD4+, os bradizoítos convertem-se em taquizoítos, que se multiplicam e causam lesão cerebral. Isso mostra a importância de fatores do hospedeiro, como a imunossupressão, na relação parasito-hospedeiro. A toxoplasmose não tem vetor (A), a infecção deixa formas latentes (C), e o ser humano não elimina oocistos (E), porque é hospedeiro intermediário. Trofozoítos com disseminação portal (D) referem-se à amebíase.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.