FarmacologiaInsuficiência cardíaca - digoxina e intoxicação digitálicaNível 3
Dona Helena, 78 anos, com insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, usa digoxina 0,125 mg/dia e furosemida 40 mg/dia. Antes da dose da manhã, relata náuseas, falta de apetite e visão de halos amarelados. O pulso apical contado por 1 minuto é de 52 bpm, e o potássio sérico do dia é 3,0 mEq/L.
Qual é a conduta de enfermagem adequada?
ANão administrar a digoxina e comunicar imediatamente o médico, pois o quadro sugere intoxicação digitálica favorecida pela hipocalemia.✓ correta
BAdministrar a digoxina normalmente, pois a frequência acima de 50 bpm é segura, e oferecer um antiemético para a náusea.
CAdministrar a digoxina e oferecer suplemento de potássio por via oral, por iniciativa própria, para corrigir a hipocalemia.
DSuspender a furosemida e dobrar a dose de digoxina, pois a náusea indica que a dose está insuficiente.
EContar o pulso radial por 15 segundos e multiplicar por quatro; se o valor passar de 50 bpm, administrar a digoxina.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: náuseas, anorexia e alterações visuais com halos amarelados, junto com bradicardia, são sinais clássicos de intoxicação digitálica. A hipocalemia causada pela furosemida aumenta a ligação da digoxina à bomba de sódio e potássio e potencializa sua toxicidade. A recomendação clássica é contar o pulso apical por 1 minuto completo e suspender a dose quando estiver abaixo de 60 bpm em adultos, comunicando o médico. Na fibrilação atrial, contar o pulso radial por 15 segundos é inadequado, pelo ritmo irregular e pelo déficit de pulso. Repor potássio ou mudar doses sem prescrição foge ao escopo do enfermeiro.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.