Sociologia e Antropologia da SaúdeLimites do relativismo cultural e direitos humanosNível 3
Na consulta de puericultura, a enfermeira observa marcas recentes de cinto nas costas e nas pernas de Lucas, 5 anos. O pai explica, com tranquilidade, que em sua família sempre se educou assim e que isso faz parte da tradição em que foi criado. Uma colega da equipe sugere que nada seja feito, "para respeitar a cultura da família".
Com base no relativismo cultural e em seus limites, a conduta mais adequada da equipe é
Aaceitar a explicação sem intervir, pois o relativismo cultural impede julgar práticas de outro grupo
Bafastar-se da família e transferir o caso ao serviço social, evitando conversar sobre a tradição do pai
Cregistrar apenas uma orientação verbal, pois a forma de educar os filhos pertence à vida privada da família
Dtratar a situação como etnocentrismo da equipe, que deve rever seus próprios valores antes de qualquer ação
Emanter o diálogo respeitoso com a família e acionar a rede de proteção, pois o relativismo tem limite nos direitos humanos✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o relativismo cultural é uma ferramenta para compreender o outro sem preconceito, mas não autoriza aceitar práticas que violam direitos fundamentais, como a integridade física de uma criança. Por isso, a equipe deve manter o vínculo e o diálogo com a família e, ao mesmo tempo, comunicar a suspeita de violência à rede de proteção (como o Conselho Tutelar), como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. A alternativa A usa o relativismo de forma absoluta, ignorando o limite dos direitos humanos. A alternativa C trata a violência contra a criança como assunto privado, o que contraria a proteção integral. A alternativa D confunde a defesa de direitos com etnocentrismo.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.