Políticas de Saúde e SUSSaúde pública na Primeira República: campanhismo e Revolta da VacinaNível 1
No início do século XX, o Rio de Janeiro, então capital federal, enfrentava epidemias de febre amarela, peste bubônica e varíola. Sob a coordenação de Oswaldo Cruz, o governo organizou campanhas sanitárias com brigadas, desinfecção de casas e, em 1904, a vacinação obrigatória contra a varíola.
A reação popular conhecida como Revolta da Vacina está relacionada principalmente:
Aà falta de vacinas, já que o governo restringiu a imunização aos trabalhadores com carteira assinada.
Bà forma autoritária das campanhas sanitárias, com vacinação obrigatória e entrada forçada nos domicílios, sem diálogo com a população.✓ correta
Cà cobrança de taxas pelas Caixas de Aposentadoria e Pensões para vacinar os trabalhadores ferroviários.
Dà proibição da participação popular nos Conselhos de Saúde criados pelo governo da época.
Eà transferência das ações de saúde para os municípios, que não tinham estrutura para executá-las.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: o modelo campanhista da Primeira República atuava de forma vertical e de inspiração militar, com brigadas sanitárias que invadiam casas e impunham a vacinação. Somado às reformas urbanas que expulsaram a população pobre do centro, isso gerou a revolta popular de 1904. A alternativa C é anacrônica, pois as Caixas de Aposentadoria e Pensões só surgiram em 1923, e a carteira de trabalho citada em A é da Era Vargas. Conselhos de Saúde com participação popular (D) só foram instituídos com a Lei 8.142/1990. Carlos Chagas, que depois dirigiu o Departamento Nacional de Saúde Pública, também atuou nessa tradição sanitarista voltada ao combate de endemias e epidemias.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.