Saúde GlobalAtores não estatais e financiamento: Gavi, Fundo Global e programas verticaisNível 3
Um país de baixa renda recebe recursos de duas grandes iniciativas globais de saúde. A primeira financia a introdução de vacinas novas, com a exigência de que o governo assuma aos poucos parte dos custos (cofinanciamento). A segunda financia programas de HIV, tuberculose e malária. Gestores locais relatam que cada programa tem seu próprio sistema de informação, compras e equipes, competindo com a Atenção Primária por profissionais e atenção política.
Qual alternativa identifica corretamente as duas iniciativas e a crítica descrita?
AUNICEF e UNAIDS; a crítica é o excesso de integração com a Atenção Primária
BGavi e Fundo Global; a crítica é a fragmentação causada por programas verticais, que pede maior fortalecimento dos sistemas de saúde✓ correta
CBanco Mundial e OMC; a crítica é a exigência de reformas comerciais para liberar os recursos
DFundo Global e Gavi, nessa ordem; a crítica é a falta de metas específicas por doença
EFundação Gates e OPAS; a crítica é o caráter exclusivamente horizontal dos programas
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a Gavi, parceria público-privada criada em 2000, apoia a introdução de vacinas em países de baixa renda com cofinanciamento pelo governo. O Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária, criado em 2002, financia programas dessas três doenças. A crítica clássica a iniciativas desse tipo é a verticalização, com estruturas paralelas que fragmentam o sistema e disputam recursos com a APS, o que levou a propostas de fortalecimento de sistemas e de abordagens diagonais ou horizontais. A alternativa D inverte os mandatos das duas iniciativas e a natureza da crítica. A alternativa E está errada porque o problema descrito é a verticalização, não o caráter horizontal. UNICEF, UNAIDS, Banco Mundial, OMC, OPAS e Fundação Gates têm papéis diferentes do descrito.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.