Psicologia Médica e Saúde MentalComportamento suicida: avaliação do risco, mitos e fatosNível 1
Um estudante de Medicina, durante a visita domiciliar com a equipe da UBS, entrevista uma mulher de 38 anos que relata tristeza intensa, sensação de que "não vale a pena viver" e insônia. Ele fica inseguro e pergunta ao preceptor como abordar a possibilidade de ideação suicida.
Qual é a orientação correta?
AEvitar o tema, pois falar sobre suicídio com a paciente pode estimular o comportamento.
BPerguntar de forma direta e acolhedora sobre ideação suicida, pois isso não induz o ato e permite avaliar o risco.✓ correta
CAbordar o tema somente se a própria paciente falar espontaneamente em se matar.
DPerguntar apenas aos familiares, para preservar a paciente de um assunto angustiante.
EAguardar a avaliação de um psiquiatra, pois só esse profissional pode investigar o risco.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: perguntar diretamente sobre pensamentos de morte, ideação, planos e tentativas anteriores não aumenta o risco de suicídio; pelo contrário, permite avaliar o risco, oferece alívio e abre espaço para o cuidado. A alternativa A reproduz um mito bem conhecido. A alternativa C erra porque muitas pessoas não falam sobre o tema se não forem perguntadas. A alternativa D desrespeita a autonomia da paciente e não substitui a avaliação direta, embora a família possa ser incluída no cuidado. A alternativa E erra porque qualquer profissional de saúde, incluindo a equipe da APS, deve fazer essa investigação e acionar a rede quando necessário.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.