Patologia GeralNeoplasias: displasia e carcinoma in situNível 1
A biópsia do colo uterino de uma mulher de 34 anos mostra epitélio escamoso em que células com núcleos aumentados, hipercromáticos e pleomórficos, perda de polaridade e mitoses atípicas ocupam toda a espessura, da camada basal à superfície. A membrana basal está íntegra e não há células neoplásicas no estroma subjacente.
Como esse achado deve ser classificado?
AMetaplasia escamosa, por substituição adaptativa de um epitélio maduro por outro
BCarcinoma in situ (NIC 3, lesão intraepitelial escamosa de alto grau), por atipia em toda a espessura sem ruptura da membrana basal✓ correta
CDisplasia de baixo grau (NIC 1), por alterações restritas ao terço inferior do epitélio
DCarcinoma invasivo, pela presença de mitoses atípicas e de pleomorfismo nuclear acentuado
EHiperplasia epitelial, por aumento do número de células sem atipia nuclear
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: quando as alterações displásicas ocupam toda a espessura do epitélio e a membrana basal está preservada, a lesão é um carcinoma in situ. Na nomenclatura atual (LAST/OMS), ela entra no grupo das lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL), correspondente à NIC 3. Por não ter acesso a vasos linfáticos e sanguíneos, ainda não dá metástases. O carcinoma invasivo (D) exige ruptura da membrana basal e invasão do estroma, e mitoses atípicas e pleomorfismo, sozinhos, não definem invasão. A displasia de baixo grau (C) fica restrita ao terço inferior do epitélio, e metaplasia (A) e hiperplasia (E) são adaptações sem atipia celular.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.