Patologia GeralAutoimunidade: lúpus eritematoso sistêmicoNível 2
Mulher de 28 anos apresenta eritema malar que piora com a exposição ao sol, artrite em mãos, proteinúria e anemia hemolítica com teste de Coombs direto positivo. O fator antinuclear é positivo em título alto e há anticorpos anti-DNA de dupla hélice. A biópsia renal mostra depósitos granulares de imunoglobulinas e complemento nas paredes dos capilares glomerulares.
Qual alternativa explica corretamente a patogênese da lesão renal e da anemia?
AAs duas decorrem de hipersensibilidade tipo I, com desgranulação de mastócitos no rim e no baço
BA lesão renal decorre de hipersensibilidade tipo IV e a anemia, da deposição de imunocomplexos nas hemácias
CA lesão renal decorre da deposição de imunocomplexos (tipo III) e a anemia, de autoanticorpos contra antígenos das hemácias (tipo II)✓ correta
DA lesão renal decorre de anticorpos contra a membrana basal glomerular e a anemia, de deficiência de ferro pela proteinúria
EAs duas decorrem da destruição celular por linfócitos T CD8 autorreativos, sem participação de anticorpos
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: no lúpus eritematoso sistêmico, a quebra da tolerância leva à produção de autoanticorpos contra antígenos nucleares. Complexos de DNA e anti-DNA se depositam nos glomérulos e ativam o complemento, o que constitui uma hipersensibilidade tipo III e produz o padrão granular. A anemia hemolítica é mediada por autoanticorpos que se ligam às hemácias e as opsonizam ou lisam (tipo II), o que o Coombs direto positivo confirma. Anticorpos antimembrana basal (D) dão um padrão linear, típico de outra doença. A deficiência de ferro não explica um Coombs positivo. O tipo I (A) e a ação isolada de linfócitos T (E) não explicam os depósitos de imunoglobulina.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.