Microbiologia MédicaRetrovírus - HIV, tropismo e correceptores CCR5 e CXCR4Nível 2
Um homem tem exposições sexuais repetidas e desprotegidas a uma parceira com HIV-1 e carga viral detectável, mas permanece soronegativo por anos. A análise genética mostra que ele é homozigoto para a deleção delta-32 de um gene que codifica uma proteína de membrana dos linfócitos T e dos macrófagos.
Qual é o mecanismo mais provável dessa proteção?
AAusência do receptor CD4 na membrana dos linfócitos T auxiliares, o que impede a ligação da gp120
BDeficiência de uma integrase celular necessária para formar o provírus
CExpressão aumentada de CXCR4, que bloqueia a gp41 e impede a fusão das membranas
DInativação completa da transcriptase reversa viral pela enzima celular APOBEC3G
EAusência de CCR5 funcional, o correceptor usado pelas cepas R5, que predominam na transmissão✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: depois de se ligar ao CD4, a gp120 precisa de um correceptor de quimiocina, CCR5 ou CXCR4, para que a gp41 promova a fusão das membranas. As cepas transmitidas e predominantes na fase inicial costumam ser R5. Por isso, homozigotos para CCR5-delta-32, que não expressam CCR5 na membrana, são muito resistentes a essas cepas. Esse mesmo alvo é o do antagonista de CCR5 maraviroque. Essas pessoas expressam CD4 normalmente (alternativa A), e a integrase que forma o provírus é uma enzima viral, e não celular (alternativa B).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.