Microbiologia MédicaBacilos Gram-positivos: Corynebacterium diphtheriae e conversão lisogênicaNível 3
Criança de 5 anos, sem vacinação documentada, apresenta febre, dor de garganta e placas acinzentadas aderentes nas amígdalas, com sangramento à tentativa de remoção. A cultura em meio contendo telurito revela bacilos Gram-positivos pleomórficos, dispostos em paliçada, identificados como Corynebacterium diphtheriae. O teste de toxigenicidade é positivo.
A capacidade de produzir a toxina diftérica, nessa espécie, decorre de:
Aplasmídeo conjugativo adquirido de outra espécie do mesmo gênero
Btransposon que carreia o gene da toxina entre regiões do cromossomo
Cilha de patogenicidade cromossômica adquirida por transformação natural
Dgene tox carreado por bacteriófago lisogênico que infecta a bactéria✓ correta
Eintegron de classe 1 que integra o gene da toxina no cromossomo
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
Apenas as cepas de C. diphtheriae infectadas por um bacteriófago lisogênico portador do gene tox produzem a toxina diftérica, exemplo clássico de conversão lisogênica, isto é, de aquisição de virulência por transdução. A toxina é do tipo A-B e sua subunidade A promove ADP-ribosilação do fator de alongamento 2, bloqueando a síntese proteica e causando a necrose local que forma a pseudomembrana, além dos efeitos cardíacos e neurológicos. Plasmídeos conjugativos e integrons são importantes na disseminação de genes de resistência, mas não codificam essa toxina. Transposons e ilhas de patogenicidade participam da virulência de outras bactérias, e não da toxigenicidade diftérica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.