Imunologia e ImunopatologiaImunologia dos transplantes - aloreconhecimento direto e indiretoNível 3
Paciente transplantado renal há 6 anos apresenta perda lenta e progressiva da função do enxerto. A biópsia mostra espessamento fibroso da íntima das artérias (arteriopatia do enxerto) e fibrose intersticial. Considera-se que, nessa fase tardia, a via de aloreconhecimento que predomina é a indireta, porque as células dendríticas do doador já desapareceram do enxerto.
No aloreconhecimento indireto:
ALinfócitos T do receptor reconhecem moléculas de MHC intactas do doador na superfície de células dendríticas do doador
BCélulas dendríticas do receptor captam e processam aloantígenos do doador e apresentam os peptídeos derivados em MHC classe II próprio a linfócitos T CD4 do receptor✓ correta
CCélulas dendríticas do doador apresentam peptídeos do receptor a linfócitos T do doador presentes no enxerto
DCélulas NK do receptor reconhecem a ausência de MHC classe I próprio nas células do doador e as lisam
ECélulas endoteliais do doador fazem apresentação cruzada de peptídeos exógenos em MHC classe I a linfócitos T CD8 do receptor
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: no aloreconhecimento indireto, as células apresentadoras do próprio receptor processam proteínas do doador, incluindo moléculas de MHC alogênicas, e apresentam os peptídeos em MHC próprio, como qualquer antígeno exógeno; essa via ativa linfócitos T CD4 que ajudam a produção de aloanticorpos e se associa à rejeição crônica. A alternativa A define o aloreconhecimento direto, mediado pelas células dendríticas "passageiras" do doador e mais importante na rejeição aguda precoce. A alternativa C descreve a lógica da doença do enxerto contra o hospedeiro. A apresentação cruzada (E) é feita por células dendríticas, e não pelo endotélio.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.