Imunologia e ImunopatologiaImunologia dos transplantes - rejeição hiperagudaNível 2
Durante um transplante renal de doador falecido, poucos minutos após a liberação das anastomoses vasculares, o rim enxertado fica cianótico, mosqueado e flácido, sem produção de urina. A biópsia mostra trombose capilar disseminada, neutrófilos aderidos ao endotélio e necrose fibrinoide da parede vascular.
O mecanismo mais provável dessa rejeição é:
AAnticorpos pré-formados do receptor contra antígenos ABO ou HLA do doador, que se ligam ao endotélio e ativam o complemento✓ correta
BLinfócitos T CD8 do receptor que reconhecem MHC classe I do doador e lisam as células tubulares
CLinfócitos T do doador, presentes no enxerto, que reagem contra os tecidos do receptor
DAnticorpos anti-HLA produzidos de novo pelo receptor nas semanas seguintes ao transplante
EInflamação crônica, com espessamento da íntima arterial e fibrose intersticial progressiva
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a rejeição hiperaguda ocorre em minutos a horas e se deve a anticorpos pré-formados (por incompatibilidade ABO ou por sensibilização anti-HLA prévia em transfusões, gestações ou transplantes) que ativam o complemento no endotélio e causam trombose; a tipagem ABO e a prova cruzada pré-transplante existem para evitá-la. A alternativa B descreve a rejeição aguda celular, que ocorre em dias a semanas. A D descreve a rejeição aguda humoral, e a E, a rejeição crônica. A alternativa C corresponde à doença do enxerto contra o hospedeiro, rara em transplante renal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.