Imunologia e ImunopatologiaHipersensibilidade tipo I - anafilaxia e triptase séricaNível 2
Mulher de 28 anos é picada por uma abelha e, em cerca de 5 minutos, apresenta urticária generalizada, sibilância, rouquidão e pressão arterial de 70 x 40 mmHg. Ela é atendida no pronto-socorro e se recupera. Uma amostra de sangue colhida cerca de 1 hora após o início do quadro mostra triptase sérica bastante elevada.
O aumento da triptase sérica nesse contexto indica, principalmente:
AAtivação de basófilos com síntese de leucotrieno C4, um mediador neoformado derivado da membrana
BDegranulação de mastócitos, com liberação de um mediador pré-formado armazenado nos grânulos✓ correta
CAtivação da via clássica do complemento, com geração de C3a por imunocomplexos IgG-veneno
DDeposição de imunocomplexos IgG-antígeno na parede vascular, com necrose fibrinoide
EAtivação de linfócitos Th2 de memória, com secreção de IL-4 e IL-13 na fase tardia
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a triptase é uma protease pré-formada, armazenada nos grânulos dos mastócitos, e sua elevação sérica nas primeiras horas é marcador laboratorial de degranulação mastocitária na anafilaxia (hipersensibilidade tipo I mediada por IgE ligada ao FcεRI). O leucotrieno C4 (A) é neoformado e não é o que a triptase mede; além disso, os basófilos contêm pouca triptase. A geração de C3a (C) e a deposição de imunocomplexos (D) correspondem a mecanismos do tipo III, que não explicam um quadro de minutos. As citocinas Th2 (E) participam da sensibilização e da fase tardia, e não da liberação imediata de mediadores.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.