SociologiaCrítica ao evolucionismo e dicotomia civilizado/primitivoNível 2
Em "Raça e história", Claude Lévi-Strauss observa que muitos povos se referem a si mesmos com palavras que significam "os homens" ou "os verdadeiros", enquanto chamam os estrangeiros de selvagens ou até de não humanos. Para o autor, quem nega a humanidade dos outros acaba reproduzindo justamente a atitude que diz condenar.
(Adaptado de LÉVI-STRAUSS, C. Raça e história.)
O argumento do autor permite concluir que
Aa barbárie é uma característica objetiva dos povos que não possuem escrita.
Bclassificar outros povos como bárbaros é, em si, uma forma de etnocentrismo.✓ correta
Ca civilização ocidental está livre da tendência de excluir outros grupos.
Do progresso técnico é o critério mais seguro para comparar culturas.
Eas sociedades indígenas devem ser assimiladas para deixar de ser selvagens.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: para Lévi-Strauss, chamar o outro de bárbaro é repetir o gesto etnocêntrico de negar sua humanidade, ou seja, o bárbaro é quem acredita na barbárie. A alternativa C erra porque o autor mostra que essa tendência é comum a muitas sociedades, inclusive a ocidental. A D retoma o critério evolucionista que ele criticava.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.