FilosofiaHannah Arendt: banalidade do malNível 1
Ao acompanhar o julgamento de um funcionário nazista de escalão médio, responsável pela logística das deportações, a filósofa observou que ele não parecia um monstro nem um fanático. Era um burocrata comum, preocupado com promoções, que repetia clichês e cumpria ordens sem refletir sobre o significado de seus atos. Para ela, o mal extremo pode nascer não de uma maldade profunda, mas da incapacidade de pensar e de se colocar no lugar do outro.
Adaptado de ARENDT, H. Eichmann em Jerusalém.
O conceito que sintetiza a reflexão apresentada no texto é o de
Amá-fé, entendida como a fuga da própria liberdade por meio do autoengano.
Bvontade de potência, entendida como impulso vital de afirmação e expansão.
Cbanalidade do mal, entendida como mal praticado por ausência de reflexão.✓ correta
Dindústria cultural, entendida como produção em série de bens simbólicos.
Eviolência simbólica, entendida como dominação aceita como algo natural.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa correta é a C. Hannah Arendt criou a expressão banalidade do mal para mostrar que crimes terríveis podem ser cometidos por pessoas comuns que deixam de pensar e apenas obedecem. Cuidado com a alternativa A: má-fé é um conceito de Sartre, ligado ao autoengano sobre a própria liberdade, e não à obediência irrefletida descrita no texto.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.