FilosofiaHabermas: intervenção terapêutica e eugenia liberalNível 3
Habermas distingue as intervenções genéticas que evitam doenças graves, que o futuro indivíduo provavelmente aprovaria, daquelas que programam características conforme as preferências dos pais. No segundo caso, a pessoa programada poderia não se ver como autora única da própria história de vida, pois outra pessoa decidiu, de forma irreversível, parte de sua constituição.
Adaptado de HABERMAS, J. O futuro da natureza humana.
Um casal em tratamento de reprodução assistida pede: (I) uma intervenção genética para impedir uma doença hereditária grave; (II) uma alteração genética para aumentar a altura e escolher a cor dos olhos do filho. Segundo a perspectiva apresentada,
Aambas são legítimas, pois resultam de escolhas livres dos pais.
Bambas são ilegítimas, pois toda intervenção técnica viola a natureza.
Ca II é aceitável, pois traz vantagens que o filho certamente desejaria.
Da I é inaceitável, pois impede o nascimento de uma pessoa autônoma.
Ea I pode ser justificada, mas a II compromete a autonomia do filho.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa correta é a E. Para Habermas, evitar uma doença grave é uma intervenção que se pode supor aprovada pelo futuro indivíduo, enquanto programar características por preferência dos pais faz outra pessoa decidir parte de quem ele será. A alternativa C erra ao supor que o filho certamente desejaria essas mudanças, pois é exatamente esse consentimento que não se pode presumir. A alternativa B exagera, já que o texto não condena toda intervenção técnica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.