FilosofiaCamus e Kierkegaard: absurdo, salto e revoltaNível 3
Em O mito de Sísifo, Camus analisa pensadores que, diante do absurdo, dão um "salto" para algo que ultrapassa a razão, como a fé. Para ele, essa saída equivale a um "suicídio filosófico", pois elimina um dos termos do confronto; a atitude coerente seria manter vivo o absurdo pela revolta.
Adaptado de CAMUS, A. O mito de Sísifo.
Comparando essa posição com a de Kierkegaard, é correto afirmar que
Aambos defendem o salto da fé como a resposta mais coerente à falta de sentido.
Bambos consideram a razão capaz de eliminar o absurdo e dar sentido à existência.
CCamus vê o salto como fuga do absurdo; Kierkegaard, como passagem a uma existência plena.✓ correta
DKierkegaard rejeita a fé como ilusão, enquanto Camus a defende como forma de revolta.
ECamus considera o suicídio a saída mais coerente diante da falta de sentido da vida.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa correta é a C. Para Kierkegaard, o salto da fé leva ao estágio religioso, a forma mais alta de existência. Para Camus, esse mesmo salto é uma fuga, que ele chama de 'suicídio filosófico'. A alternativa E está errada porque Camus também recusa o suicídio físico e propõe viver em revolta.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.