Estudos mostram o desenvolvimento de biochips utilizados para auxiliar o diagnóstico de diabetes melito, doença evidenciada pelo excesso de glicose no organismo. O teste é simples e consiste em duas reações sequenciais na superfície do biochip, entre a amostra de soro sanguíneo do paciente, enzimas específicas e reagente (iodeto de potássio, KI), conforme mostrado na imagem.
Após a adição de soro sanguíneo, o fluxo desloca-se espontaneamente da esquerda para a direita (ii) promovendo reações sequenciais, conforme as equações 1 e 2. Na primeira, há conversão de glicose do sangue em ácido glucônico, gerando peróxido de hidrogênio:
Equação 1
C₆H₁₂O₆ (aq) + O₂ (g) + H₂O (l) →(Enzimas) C₆H₁₂O₇ (aq) + H₂O₂ (aq)
Na segunda, o peróxido de hidrogênio reage com íons iodeto gerando o íon tri-iodeto, água e oxigênio.
Equação 2
2 H₂O₂ (aq) + 3 I⁻ (aq) → I₃⁻ (aq) + 2 H₂O (l) + O₂ (g)
O tipo de reação que ocorre na superfície do biochip, nas duas reações do processo, é
GARCIA, P. T. et al. A Handheld Stamping Process to Fabricate Microfluidic Paper-Based Analytical Devices with Chemically Modified Surface for Clinical Assays. RSC Advances, v. 4, 13 ago. 2014 (adaptado).
Fonte: ENEM 2019 · questão 103 · INEP.