Ciências HumanasENEM 2015Nível 3
Bandeira do Brasil, és hoje a única. Hasteada a esta hora em todo o território nacional, única e só, não há lugar no coração do Brasil para outras flâmulas, outras bandeiras, outros símbolos. Os brasileiros se reuniram em torno do Brasil e decretaram desta vez com determinação de não consentir que a discórdia volte novamente a dividi-lo!
Discurso do Ministro da Justiça Francisco Campos na cerimônia da festa da bandeira, em novembro de 1937. Apud OLIVEN, G. R. A parte e o todo: a diversidade cultural do Brasil Nação. Petrópolis: Vozes, 1992.
O discurso proferido em uma celebração na qual bandeiras estaduais eram queimadas diante da bandeira nacional revela o pacto nacional proposto pelo Estado Novo, que se associa à
Fonte: ENEM 2015 · questão 20 · INEP.
Asupressão das diferenças socioeconômicas entre as regiões do Brasil, priorizando as regiões estaduais carentes.
Borientação do regime quanto ao reforço do federalismo, espelhando-se na experiência política norte-americana.
Cadoção de práticas políticas autoritárias, considerando a contenção dos interesses regionais dispersivos.✓ correta
Dpropagação de uma cultura política avessa aos ritos cívicos, cultivados pela cultura regional brasileira.
Edefesa da unidade do território nacional, ameaçado por movimentos separatistas contrários à política varguista.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
O Estado Novo (1937-1945) foi uma ditadura centralizadora: Getúlio Vargas fechou o Congresso, extinguiu os partidos e enfraqueceu os estados. A queima das bandeiras estaduais diante da bandeira nacional é um símbolo perfeito disso — os interesses regionais ('a discórdia') deveriam desaparecer diante de um poder central único e autoritário. Por isso a resposta correta fala em práticas políticas autoritárias para conter os interesses regionais. A alternativa B diz o oposto (o federalismo foi enfraquecido, não reforçado), e a D também erra, pois o regime cultivava intensamente os ritos cívicos, como essa própria cerimônia.Questão enviada por Marcelo Merreles ao banco público do Canetinha.