Ciências HumanasENEM 2014Nível 3
Todo homem de bom juízo, depois que tiver realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre manifesto ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em sua peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que diariamente podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando querem empreender suas viagens.
J. P. T. Histoire de plusieurs voyages aventureux. 1600. In: DELUMEAU, J. História do medo no Ocidente: 1300-1800. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado).
Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da época moderna, expressa um sentimento de
Fonte: ENEM 2014 · questão 18 · INEP.
Agosto pela aventura.
Bfascínio pelo fantástico.
Ctemor do desconhecido.✓ correta
Dinteresse pela natureza.
Epurgação dos pecados.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
O relato de 1600 descreve a travessia do oceano como algo cheio de perigos e 'acidentes pavorosos', a ponto de considerar um 'milagre' escapar deles. Isso reflete o imaginário do medo que cercava as grandes navegações: o mar era visto como um espaço desconhecido, habitado por ameaças reais (tempestades, naufrágios) e imaginárias (monstros, abismos). Por isso, o sentimento expresso é o temor do desconhecido — e não gosto pela aventura ou fascínio, já que o tom do texto é de pavor, não de encantamento.Questão enviada por Marcelo Merreles ao banco público do Canetinha.