Ciências HumanasENEM 2013Nível 3
Quando ninguém duvida da existência de um outro mundo, a morte é uma passagem que deve ser celebrada entre parentes e vizinhos. O homem da Idade Média tem a convicção de não desaparecer completamente, esperando a ressurreição. Pois nada se detém e tudo continua na eternidade. A perda contemporânea do sentimento religioso fez da morte uma provação aterrorizante, um trampolim para as trevas e o desconhecido.
DUBY, G. Ano 1000 ano 2000 na pista dos nossos medos. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado).
Ao comparar as maneiras com que as sociedades têm lidado com a morte, o autor considera que houve um processo de
Fonte: ENEM 2013 · questão 23 · INEP.
Amercantilização das crenças religiosas.
Btransformação das representações sociais.✓ correta
Cdisseminação do ateísmo nos países de maioria cristã.
Ddiminuição da distância entre saber científico e eclesiástico.
Eamadurecimento da consciência ligada à civilização moderna.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
O autor compara como duas épocas encaram a mesma realidade: na Idade Média, com a fé na ressurreição, a morte era vista como uma passagem serena, celebrada em comunidade; hoje, com o enfraquecimento do sentimento religioso, ela virou algo aterrorizante e desconhecido. O que mudou não foi a morte em si, mas o modo como a sociedade a representa e lhe dá significado — ou seja, houve uma transformação das representações sociais (alternativa B). O texto não fala em comércio da fé (A), nem em ateísmo generalizado (C), nem em aproximação entre ciência e Igreja (D).Questão enviada por Marcelo Merreles ao banco público do Canetinha.