Ciências HumanasENEM 2009Nível 3
Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos é uma prática quase íntima, que diz respeito apenas à família. A menos, é claro, que se trate de uma personalidade conhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos são uma fonte de informações importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida política das sociedades.
No que se refere às práticas sociais ligadas aos sepultamentos,
Fonte: ENEM 2009 · questão 48 · INEP.
Ana Grécia Antiga, as cerimônias fúnebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.
Bna Idade Média, a Igreja tinha pouca influência sobre os rituais fúnebres, preocupando-se mais com a salvação da alma.
Cno Brasil colônia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observância da hierarquia social.✓ correta
Dna época da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.
Eno período posterior à Revolução Francesa, devido as grandes perturbações sociais, abandona-se a prática do luto.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
No Brasil colonial, ser enterrado dentro da igreja era um privilégio distribuído conforme a posição social: quanto mais importante a pessoa (autoridades, membros de irmandades ricas, grandes proprietários), mais perto do altar ela era sepultada; os mais pobres ficavam nas partes menos nobres ou fora do templo, e escravizados muitas vezes nem entravam. Ou seja, o sepultamento reproduzia a hierarquia da sociedade dos vivos — exatamente o que diz a alternativa C. As demais erram os fatos: os gregos valorizavam muito os ritos fúnebres, a Igreja medieval controlava fortemente esses rituais, e o luto não foi abandonado após a Revolução Francesa.Questão enviada por Marcelo Merreles ao banco público do Canetinha.