Vigilância em SaúdeVigilância da hanseníase e contatosNível 2
Numa área de ESF, um homem de 40 anos recebe do médico da equipe o diagnóstico de hanseníase multibacilar e começa a poliquimioterapia. Ele mora com a esposa e dois filhos, e há 3 anos convive diariamente com um irmão que mora no mesmo terreno. Nenhum deles tem queixas.
Na vigilância desse caso, a conduta da enfermeira é:
AAvaliar só os familiares com manchas ou queixas de dormência, pois contatos sem sintomas não precisam de exame
BNotificar o caso em até 24 horas e indicar isolamento domiciliar do paciente até o fim do tratamento
CNotificar o caso e convocar todos os contatos domiciliares e sociais, inclusive o irmão, para exame dermatoneurológico, mesmo sem queixas, e orientar sobre os sinais da doença✓ correta
DSolicitar baciloscopia para todos os contatos e só examinar a pele dos que tiverem resultado positivo
EAguardar a alta por cura do paciente para então convocar os contatos, quando não houver mais risco de transmissão
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: o Ministério da Saúde recomenda notificar o caso e examinar todos os contatos domiciliares e sociais (exame dermatoneurológico), mesmo sem sintomas, porque o período de incubação é longo e o diagnóstico precoce evita incapacidades e interrompe a transmissão. A alternativa A erra porque a vigilância de contatos inclui os assintomáticos. A alternativa B erra duas vezes: a hanseníase é de notificação semanal e não exige isolamento, já que o paciente deixa de transmitir pouco depois de iniciar o tratamento. A alternativa D erra porque o diagnóstico de hanseníase é essencialmente clínico, e a baciloscopia negativa não exclui a doença. A alternativa E atrasa a detecção de casos novos.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.