Enfermagem em Terapia IntensivaInsuficiência cardíaca descompensada - perfis hemodinâmicosNível 3
Homem, 68 anos, com insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, é admitido na UTI com dispneia, ortopneia, estertores crepitantes bilaterais, turgência jugular e edema de membros inferiores. Também apresenta extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, PA de 84/56 mmHg, oligúria e lactato de 3,5 mmol/L.
O perfil hemodinâmico desse paciente e a abordagem esperada são:
AQuente e úmido; vasodilatador e diurético, sem necessidade de suporte inotrópico ou vasopressor
BQuente e seco; manutenção da terapia oral e preparo para alta da UTI nas próximas horas
CFrio e seco; expansão volêmica vigorosa para restaurar a perfusão antes de qualquer outra medida
DFrio e úmido; inotrópico e, se a hipotensão persistir, vasopressor, conforme prescrição, com monitorização da PA, diurese horária e balanço hídrico✓ correta
EFrio e úmido; nitroprussiato em dose elevada, isoladamente, para reduzir a pós-carga e melhorar o débito
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: estertores, turgência jugular e edema indicam congestão (úmido), enquanto extremidades frias, enchimento capilar lento, hipotensão, oligúria e lactato elevado indicam baixa perfusão (frio). Esse é o perfil de pior prognóstico, que costuma exigir inotrópico, como a dobutamina, para melhorar o débito cardíaco; como a dobutamina pode reduzir a resistência vascular e agravar a hipotensão, associa-se vasopressor quando a pressão não se sustenta. Após a estabilização da perfusão, o diurético auxilia na descongestão, e a enfermagem vigia de perto PA, diurese horária e balanço hídrico. O nitroprussiato isolado está contraindicado com PA sistólica tão baixa, pois agravaria a hipotensão, e a expansão volêmica vigorosa pioraria a congestão pulmonar.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.