Enfermagem em Terapia IntensivaResponsividade a volume - elevação passiva das pernasNível 3
Homem, 59 anos, com choque séptico de foco pulmonar, recebeu 30 mL/kg de cristaloide e está com noradrenalina. Mantém PAM de 62 mmHg, lactato de 4,2 mmol/L e tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Para avaliar se nova expansão volêmica trará benefício, a equipe realiza a elevação passiva das pernas com monitorização contínua do débito cardíaco, que aumenta 15% em relação ao valor basal durante o teste.
Sobre esse resultado, é correto afirmar que:
AO paciente não é responsivo a volume, pois um aumento de 10% ou mais indica sobrecarga hídrica
BO teste foi realizado de forma inadequada, pois deve começar com o paciente em decúbito horizontal e as pernas elevadas a 90 graus
CO paciente é responsivo a volume, pois o aumento do débito cardíaco de 10% ou mais durante a manobra indica ganho de débito com nova expansão✓ correta
DO teste só é válido quando a resposta é medida pela PVC, com aumento mínimo de 2 mmHg
EO resultado indica que a noradrenalina deve ser suspensa e substituída por expansão volêmica isolada
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: a elevação passiva das pernas transfere cerca de 300 mL de sangue venoso dos membros inferiores para o tórax, funcionando como uma prova de volume reversível; um aumento do débito cardíaco ou do volume sistólico de cerca de 10% ou mais indica responsividade a volume. A técnica correta parte da posição semissentada a 45 graus, baixando o tronco e elevando as pernas a 45 graus, e não da posição horizontal. A PVC estática é um mau preditor de responsividade, segundo a Surviving Sepsis Campaign 2021, que recomenda medidas dinâmicas. Ser responsivo a volume não significa suspender o vasopressor, que segue necessário para manter a PAM de 65 mmHg ou mais.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.