Enfermagem em Terapia IntensivaEmergências metabólicas - cetoacidose diabéticaNível 3
Mulher de 24 anos, com diabetes tipo 1, é admitida na UTI com cetoacidose diabética. Os exames mostram glicemia de 480 mg/dL, pH de 7,12, HCO3 de 8 mEq/L, potássio de 3,0 mEq/L e sódio de 136 mEq/L. Ela já recebeu 1 L de soro fisiológico 0,9% na primeira hora. Há prescrição de insulina regular em infusão contínua por bomba.
Qual é a conduta correta do enfermeiro?
AIniciar imediatamente a insulina contínua, pois a hiperglicemia é o principal risco imediato de morte na cetoacidose
BSolicitar a prescrição de bicarbonato de sódio, pois o pH abaixo de 7,20 indica reposição de bicarbonato
CAdministrar cloreto de potássio em bolus endovenoso para corrigir rapidamente a hipocalemia antes da insulina
DIniciar a insulina e ajustar a infusão para normalizar a glicemia abaixo de 100 mg/dL já na primeira hora
EComunicar o médico e aguardar a reposição de potássio antes de iniciar a insulina, pois o potássio está abaixo de 3,3 mEq/L✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta. A insulina desloca o potássio para dentro das células, e iniciá-la com potássio abaixo de 3,3 mEq/L pode causar hipocalemia grave, com arritmias e fraqueza da musculatura respiratória; por isso as diretrizes de manejo da cetoacidose orientam repor o potássio antes de iniciar a insulina. O enfermeiro deve identificar o problema e comunicar o médico, respeitando seu escopo. O bicarbonato fica restrito a acidose muito grave, com pH em torno de 7,0 ou menor, e não é indicado com pH 7,12. O potássio nunca deve ser administrado em bolus, e a queda rápida da glicemia aumenta o risco de edema cerebral e de hipoglicemia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.