Enfermagem em Terapia IntensivaNeurointensivismo - cuidados com a derivação ventricular externaNível 2
Homem de 50 anos, com hemorragia subaracnoidea, está com derivação ventricular externa (DVE) aberta, com a câmara de gotejamento posicionada a 15 cmH2O acima do ponto zero, conforme a prescrição. A equipe de enfermagem vai realizar o banho no leito e a mudança de decúbito.
Qual é a conduta correta em relação à DVE?
AManter a DVE aberta e abaixar a bolsa coletora até o nível do chão para facilitar a drenagem durante o banho
BManter a DVE aberta durante a mobilização e renivelar o sistema apenas ao final do plantão
CFechar temporariamente a DVE durante a mobilização, renivelar o ponto zero no tragus após o reposicionamento e reabrir conforme o protocolo✓ correta
DAspirar o cateter com seringa ao final do banho caso o débito de liquor tenha diminuído durante o procedimento
EAproveitar o banho para trocar a bolsa coletora, desconectando o sistema e protegendo a ponta com gaze
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta. Durante a mobilização, a mudança de altura da cabeça em relação ao sistema pode causar drenagem excessiva de liquor, com risco de colapso ventricular e hemorragia; por isso os protocolos orientam fechar a DVE temporariamente e renivelar o ponto zero na altura do tragus (meato acústico externo, referência do forame de Monro) antes de reabri-la. Abaixar a bolsa até o chão provoca drenagem excessiva. Aspirar o cateter e abrir o sistema para trocar a bolsa quebram o sistema fechado e aumentam o risco de ventriculite. A diminuição do débito deve ser comunicada ao médico, e não corrigida por manipulação do cateter.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.