Enfermagem em Terapia IntensivaPrecauções e microrganismos multirresistentesNível 3
Homem de 52 anos foi admitido na UTI por hemorragia digestiva alta e está em respiração espontânea. O swab retal de vigilância coletado na admissão detectou Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC). No segundo dia, ele relata tosse produtiva há 5 semanas, sudorese noturna e emagrecimento. A radiografia mostra cavitação no ápice pulmonar direito, e a baciloscopia de escarro ainda não tem resultado.
Quais medidas o enfermeiro deve instituir enquanto aguarda o resultado?
APrecaução padrão apenas até sair a baciloscopia, pois a KPC representa somente colonização
BPrecauções de contato e para gotículas, com máscara cirúrgica para a equipe e quarto privativo
CPrecaução para aerossóis apenas, pois a colonização por KPC dispensa a precaução de contato
DPrecauções de contato e para aerossóis, em quarto privativo, com respirador PFF2/N95, avental e luvas✓ correta
EPrecaução de contato em coorte com outros pacientes portadores de KPC, em área aberta da UTI
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta. A colonização por microrganismo multirresistente, como a KPC, exige precaução de contato, com avental e luvas, mesmo sem infecção ativa. Já a suspeita de tuberculose pulmonar bacilífera exige precaução para aerossóis desde a suspeita, com quarto privativo (de preferência com pressão negativa ou ventilação adequada), porta fechada e respirador PFF2/N95 para a equipe. A máscara cirúrgica (alternativa B) não protege contra aerossóis. A coorte em área aberta (alternativa E) é inadequada porque expõe outros pacientes e profissionais ao bacilo da tuberculose.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.