Enfermagem em Doenças TransmissíveisDoenças emergentes - mpox e resposta da vigilânciaNível 3
Um homem de 29 anos chega ao pronto-atendimento com febre há quatro dias, linfonodos aumentados na região inguinal e lesões de pele em diferentes fases (vesículas, pústulas com centro umbilicado e algumas crostas) na região genital, nas mãos e no tronco. Ele relata contato íntimo recente com parceria que tinha lesões parecidas. O enfermeiro de plantão classifica o caso como suspeito de mpox.
Qual conduta está de acordo com as orientações do Ministério da Saúde?
AFazer a notificação semanal e liberar o paciente com orientação de isolamento domiciliar até o fim da febre.
BManter apenas as precauções padrão, já que a mpox é transmitida só por relação sexual.
CFazer a notificação imediata (até 24 horas) à vigilância e ao CIEVS, adotar precauções de contato e gotículas, apoiar a coleta de material das lesões e orientar isolamento até todas as crostas caírem e a pele se refazer.✓ correta
DIsolar o paciente por 7 dias depois do início das lesões e liberar o retorno ao trabalho mesmo com crostas, que já não transmitem.
EEsperar a confirmação laboratorial antes de notificar, para não sobrecarregar a vigilância com casos falsos.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: a mpox é de notificação compulsória imediata, em até 24 horas, desde a suspeita, e a vigilância e o CIEVS devem ser acionados para investigar o caso e os contatos. Segundo o Ministério da Saúde, na assistência são usadas precauções de contato e gotículas, com proteção respiratória adequada em procedimentos que geram aerossóis. A amostra para diagnóstico é colhida das lesões. O isolamento dura até a queda de todas as crostas e a formação de pele nova, porque as lesões continuam transmitindo até lá, o que invalida D. Esperar a confirmação (E) e a notificação semanal (A) atrasam a resposta, e a transmissão não é apenas sexual (B).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.