Enfermagem em Doenças TransmissíveisHanseníase - investigação de contatos e BCGNível 2
Um homem de 30 anos mora na mesma casa que a irmã, recém-diagnosticada com hanseníase multibacilar. Ele vai à UBS para avaliação de contatos. O exame dermatoneurológico feito pelo enfermeiro não mostra lesões de pele nem alterações nos nervos periféricos. Ele tem uma cicatriz vacinal de BCG no braço direito.
Em relação à vacina BCG, segundo o Ministério da Saúde, qual é a conduta adequada para esse contato?
AAplicar duas doses de BCG com intervalo de 6 meses, porque o contato é de caso multibacilar.
BNão aplicar BCG, porque uma cicatriz vacinal já garante proteção suficiente contra a hanseníase.
CAplicar BCG somente se a baciloscopia de raspado intradérmico do contato for positiva.
DAdiar a BCG até o fim do tratamento da irmã, quando deixa de existir o risco de exposição.
EAplicar uma dose de BCG e orientar sobre os sinais e sintomas da hanseníase, com retorno se surgirem manchas ou dormência.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: segundo o Ministério da Saúde, o contato sem sinais de hanseníase e com uma cicatriz de BCG deve receber uma dose da vacina. Só não recebe quem já tem duas cicatrizes. O contato também deve ser orientado a procurar a unidade se surgirem manchas, dormência ou outros sinais, porque a doença pode aparecer anos depois da exposição. Duas doses com intervalo de 6 meses (A) são para quem não tem nenhuma cicatriz, o que não é o caso. A baciloscopia (C) não é usada para indicar a vacina, e um resultado positivo indicaria doença, que exige tratamento. Adiar a vacina (D) não tem fundamento, porque a BCG é indicada justamente durante a avaliação do contato.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.