Enfermagem em Doenças TransmissíveisDengue: sinais de alarme e classificação de riscoNível 3
Uma mulher de 32 anos, com hipertensão arterial controlada, procura o pronto-atendimento no 5º dia de quadro compatível com dengue. A febre cessou ontem, mas desde então apresenta dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. Na avaliação: prova do laço positiva, PA 120 x 80 mmHg, FC 92 bpm, tempo de enchimento capilar menor que 2 segundos, consciente e orientada.
Segundo o Manual de Dengue do Ministério da Saúde, a classificação de risco e a conduta inicial são:
Agrupo B; solicitar hemograma e aguardar o resultado para decidir sobre a hidratação.
Bgrupo A; prescrever hidratação oral e orientar retorno no dia seguinte.
Cgrupo D; realizar expansão volêmica rápida em UTI, pois a paciente já está em choque.
Dgrupo C; iniciar hidratação venosa imediatamente e reavaliar com exames em leito de observação ou internação.✓ correta
Egrupo B; porque a prova do laço positiva e a comorbidade definem esse grupo, mesmo na presença de outros sinais.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes são sinais de alarme, e a presença de sinal de alarme sem sinais de choque classifica o caso no grupo C, que exige hidratação venosa imediata, independentemente do resultado de exames, e reavaliação em leito de observação ou internação. Prova do laço positiva e comorbidade levariam ao grupo B apenas se não houvesse sinais de alarme, por isso as alternativas A e E erram ao ignorar o dado mais grave. Esperar o hemograma para hidratar atrasa a conduta que previne o choque. A paciente não está em choque (PA normal, perfusão preservada, consciente), o que afasta o grupo D.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.