Enfermagem Cirúrgica e Centro CirúrgicoDor pós-operatória: PCA e depressão respiratória por opioideNível 3
Mulher, 60 anos, está no 1º dia de pós-operatório de laparotomia, com analgesia controlada pelo paciente (PCA) com morfina endovenosa. Durante a ronda noturna, a enfermeira encontra a paciente muito sonolenta, difícil de despertar, com frequência respiratória de 7 irpm, SpO2 de 86% e pupilas mióticas. A filha conta que apertou o botão da PCA várias vezes enquanto a mãe dormia, para que ela não sentisse dor.
Qual é a conduta adequada?
ADeixar a paciente dormir, pois o sono profundo indica analgesia eficaz.
BOrientar a filha a continuar apertando o botão sempre que a mãe gemer durante o sono.
CAumentar a dose basal da PCA para evitar dor quando a paciente acordar.
DManter a PCA e reavaliar a frequência respiratória somente no próximo horário de sinais vitais.
EInterromper a infusão do opioide, estimular a paciente, ofertar oxigênio e suporte ventilatório, acionar o médico e preparar a naloxona conforme prescrição ou protocolo.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: sedação excessiva, bradipneia, hipoxemia e miose indicam depressão respiratória por opioide, agravada pelo acionamento da PCA por outra pessoa, o que anula o mecanismo de segurança do método. A conduta é suspender o opioide, estimular a paciente, garantir oxigenação e ventilação, acionar o médico e preparar a naloxona conforme prescrição ou protocolo institucional. A PCA deve ser acionada apenas pelo próprio paciente, e a família precisa ser orientada sobre isso. A sedação progressiva costuma vir antes da depressão respiratória e não é sinal de boa analgesia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.