Enfermagem Cirúrgica e Centro CirúrgicoComplicações do pós-operatório imediato: hemorragia e choque hipovolêmicoNível 3
Homem, 70 kg, está há 4 horas no pós-operatório de gastrectomia. Apresenta FC de 126 bpm, PA de 84/50 mmHg (pré-operatória de 130/80 mmHg), pele fria e pegajosa, ansiedade, dreno abdominal com 350 mL de sangue vivo na última hora e diurese de 15 mL na última hora.
Qual é a interpretação correta e a conduta prioritária de enfermagem?
AResposta esperada ao trauma cirúrgico; manter observação e reavaliar em 2 horas.
BDiurese adequada para o pós-operatório imediato; estimular a ingestão oral de líquidos.
CSinais de choque hipovolêmico por hemorragia, com oligúria abaixo de 0,5 mL/kg/h; comunicar o cirurgião imediatamente, garantir acesso venoso calibroso, ofertar oxigênio e manter monitorização contínua.✓ correta
DChoque hipovolêmico; ordenhar e fechar o dreno para conter o sangramento, sem necessidade de avisar a equipe.
EHipotensão causada pela dor; administrar opioide e elevar a cabeceira a 90 graus.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: taquicardia, hipotensão, pele fria, sangramento ativo pelo dreno e diurese abaixo do mínimo esperado (0,5 mL/kg/h, ou seja, 35 mL/h para 70 kg) indicam choque hipovolêmico por hemorragia, uma emergência cirúrgica. A prioridade é acionar o cirurgião e preparar a reposição volêmica conforme prescrição, com acesso venoso calibroso, oxigênio e monitorização. Fechar o dreno não interrompe o sangramento, apenas esconde a perda. Opioide e cabeceira elevada pioram a hipotensão.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.