Semiologia e Semiotécnica IIComplicações da terapia IV: infiltração e flebiteNível 2
Paciente com cateter venoso periférico no dorso da mão direita recebe soro fisiológico 0,9% por gravidade. Na avaliação, a técnica de enfermagem observa edema ao redor da inserção, pele fria, pálida e esticada, gotejamento mais lento que o programado e queixa de desconforto local. Não há hiperemia nem cordão palpável no trajeto venoso.
Qual é a complicação mais provável e a conduta adequada?
AFlebite; manter o cateter e aplicar compressa morna sobre o trajeto venoso.
BExtravasamento de vesicante; aspirar o conteúdo e infundir antídoto pelo mesmo cateter como conduta própria do técnico.
CInfiltração; interromper a infusão, retirar o cateter, elevar o membro, puncionar novo acesso em outro local e registrar o evento.✓ correta
DObstrução do cateter; lavar com soro fisiológico sob pressão com seringa de 3 mL para desobstruir.
ESobrecarga volêmica; reduzir o gotejamento e manter o mesmo acesso venoso.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: edema, pele fria, pálida e esticada ao redor da inserção, com redução do fluxo, caracterizam infiltração, que é o escape de solução não vesicante para o tecido. A conduta é interromper a infusão, retirar o cateter, elevar o membro para favorecer a absorção, puncionar novo acesso em outro local e registrar. Flebite se manifesta por dor, hiperemia, calor e cordão palpável no trajeto, ausentes no caso. O soro fisiológico não é vesicante, e lavar o cateter sob pressão com seringa pequena pode romper o cateter ou a veia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.