Semiologia e Semiotécnica IVia endovenosa - flebite e infiltraçãoNível 2
Uma paciente de 60 anos recebe soro fisiológico 0,9% por cateter venoso periférico no dorso da mão esquerda. Durante a ronda, a técnica de enfermagem observa que a região ao redor da inserção está edemaciada, pálida e fria ao toque, que o gotejamento diminuiu e que não há refluxo de sangue. A paciente refere desconforto local.
Qual é a alteração e a conduta inicial adequada?
AInfiltração; interromper a infusão, retirar o cateter, elevar o membro e puncionar novo acesso em outro local✓ correta
BFlebite; manter a infusão e aplicar compressa quente sobre a veia até o calor local desaparecer
CInfiltração; aumentar o gotejamento para desobstruir o cateter e observar a evolução por mais 2 horas
DObstrução do cateter; injetar soro fisiológico com força na seringa para desfazer o coágulo e manter o acesso
EFlebite; trocar apenas o equipo e o curativo do cateter e manter a infusão no mesmo acesso venoso
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: edema, palidez, pele fria, gotejamento lento e ausência de refluxo indicam infiltração, que é a saída da solução não vesicante para o tecido subcutâneo; a conduta é interromper a infusão, retirar o cateter, elevar o membro e puncionar novo acesso em outro local, registrando o ocorrido. A flebite (alternativas B e E) se caracteriza por inflamação da veia, com dor, calor, rubor e às vezes cordão palpável no trajeto venoso, não por pele pálida e fria. Aumentar o gotejamento (alternativa C) agrava a infiltração. Injetar soro com força (alternativa D) pode lesar a veia e empurrar um coágulo para a circulação.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.