Epidemiologia e BioestatísticaRelação entre prevalência, incidência e duraçãoNível 3
Um município implantou um novo tratamento para uma doença crônica que não cura, mas aumenta muito a sobrevida dos pacientes. Cinco anos depois, a vigilância observou que o número de casos novos por ano (incidência) permaneceu estável, enquanto a prevalência da doença aumentou de forma importante. Um gestor concluiu que o aumento da prevalência mostra que o programa fracassou.
Com base na relação aproximada P = I x D (prevalência = incidência x duração média da doença), a interpretação correta é que
Aa prevalência deveria ter diminuído, pois o tratamento reduziu os óbitos e, portanto, o número de doentes
Bo aumento da prevalência indica, necessariamente, aumento do risco de adoecer na população do município
Ca prevalência aumentou porque a duração média da doença aumentou, mesmo com a incidência constante✓ correta
Dincidência e prevalência deveriam permanecer inalteradas, pois o tratamento não previne a doença
Ea incidência deveria ter diminuído, pois o tratamento reduz o surgimento de novos casos da doença
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: pela relação P = I x D, se a incidência (I) fica constante e a duração (D) aumenta porque os pacientes vivem mais, a prevalência (P) aumenta. Esse aumento é esperado e pode refletir o sucesso do tratamento, e não o seu fracasso. A alternativa A inverte o raciocínio: menos óbitos significam mais pessoas vivendo com a doença. A alternativa B confunde prevalência com risco, que é medido pela incidência, e a incidência não mudou. As alternativas D e E ignoram que um tratamento que não cura não altera a incidência, mas altera a duração.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.