Formando Primeiros Respondentes na ComunidadeSuspeita de violência contra a criança: acolhimento e comunicaçãoNível 3
Durante uma atividade de extensão em uma escola municipal, um estudante de Medicina, sob supervisão docente, atende uma menina de 8 anos que caiu no pátio e machucou o joelho. Ao examiná-la, ele nota equimoses de cores diferentes no dorso e nas coxas, que não combinam com a queda. A criança diz baixinho que o padrasto "bate quando fica bravo" e pede que ele não conte para ninguém.
Qual a conduta mais adequada?
AConfrontar o padrasto quando ele vier buscar a criança, para esclarecer a situação antes de fazer qualquer comunicação formal.
BFotografar as lesões com o próprio celular e enviar as fotos ao grupo da turma para discutir o caso com os colegas.
CPrometer à criança que não contará a ninguém, para preservar o vínculo, e observá-la com atenção nas próximas visitas.
DAcolhê-la sem perguntas indutoras, registrar o relato fielmente e acionar o supervisor para comunicar o Conselho Tutelar.✓ correta
EAguardar novas evidências nas próximas atividades, porque uma suspeita ainda sem comprovação não justifica comunicar o caso.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: diante de suspeita de violência contra a criança, deve-se acolher sem perguntas indutoras, registrar o relato com fidelidade e acionar a rede de proteção. O Estatuto da Criança e do Adolescente determina a comunicação ao Conselho Tutelar já na suspeita, e o estudante, que atua sob supervisão, aciona o docente e a direção para isso. Esperar comprovação (E) contraria o ECA e mantém a criança em risco. Confrontar o suposto agressor (A) pode aumentar o risco para a criança. Fotografar e divulgar em grupo (B) viola o sigilo e a dignidade dela, e prometer segredo (C) é inadequado quando há risco.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.