Formando Primeiros Respondentes na ComunidadePrimeiros cuidados psicológicos e crise suicidaNível 2
Ao final de uma oficina de primeiros socorros em uma academia de bairro, um frequentador de 40 anos procura o estudante de Medicina e diz em voz baixa: "não aguento mais, penso em acabar com tudo". Conta que perdeu o emprego e que vem guardando em casa os comprimidos que usa para dormir.
Qual a abordagem inicial mais adequada?
AMudar de assunto para algo mais alegre, a fim de distraí-lo, e combinar de conversar com calma em um outro dia.
BPerguntar diretamente sobre a ideação e o plano, ouvir sem julgar, afastá-lo dos comprimidos e acionar a rede de ajuda.✓ correta
CEvitar a palavra suicídio, pois perguntar diretamente pode induzir a ideia, e sugerir que ele descanse bastante em casa.
DPrometer segredo absoluto sobre a conversa, para preservar a confiança, e deixar que ele decida quando buscar ajuda.
ELembrá-lo de que tem família e motivos para viver e orientá-lo a se esforçar para pensar de forma mais positiva.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: nos primeiros cuidados psicológicos diante de uma crise suicida, deve-se perguntar diretamente sobre a ideação e o plano, o que não aumenta o risco, ouvir com empatia, não deixar a pessoa sozinha, restringir o acesso aos meios e acionar ajuda: SAMU 192 se o risco for iminente, CVV 188 e o serviço de saúde ou CAPS. Evitar a palavra suicídio (C) é um mito e impede a avaliação do risco. Prometer segredo absoluto (D) não é possível quando há risco à vida. Frases de incentivo (E) e mudar de assunto (A) minimizam o sofrimento e afastam a pessoa.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.