Medicina de Família e Comunidade IDecisão compartilhada - rastreamento de câncer de próstataNível 2
Sr. Valdir, 55 anos, sem sintomas urinários e sem história familiar de câncer, procura a UBS dizendo que um colega de trabalho "descobriu câncer de próstata no exame de sangue" e que ele também quer fazer o PSA.
Considerando as orientações do Ministério da Saúde e do INCA, qual é a conduta mais adequada do médico de família?
ASolicitar o PSA, pois o rastreamento anual do câncer de próstata é recomendado pelo Ministério da Saúde para homens a partir de 50 anos
BRecusar o pedido e informar que a solicitação do PSA em homem assintomático é proibida na Atenção Primária
CExplicar que o MS/INCA não recomenda o rastreamento populacional, discutir benefícios e danos possíveis, como sobrediagnóstico e biópsias, e decidir em conjunto✓ correta
DEncaminhar ao urologista, já que a decisão sobre rastreamento de câncer de próstata é de competência do especialista
ESolicitar PSA, ultrassonografia de próstata e agendar toque retal, para aumentar a sensibilidade do rastreamento
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: o MS e o INCA não recomendam o rastreamento populacional do câncer de próstata, pois os danos (sobrediagnóstico, sobretratamento, complicações de biópsias e cirurgias) não são claramente superados pelos benefícios. Quando o homem solicita o exame, deve haver decisão compartilhada, com informação equilibrada, respeitando seus valores. A alternativa A está errada porque não há recomendação de rastreamento anual pelo MS. A alternativa B é falsa, já que não há proibição, e a decisão deve ser conversada. Somar exames (E) amplia a cascata e a iatrogenia, e encaminhar (D) desvaloriza a resolutividade da APS.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.