Medicina de Família e Comunidade IVisita domiciliar e atenção domiciliar (AD1) na APSNível 2
Dona Cecília, 84 anos, teve um acidente vascular cerebral há um ano e vive restrita ao leito, sem conseguir ir até a UBS. Está clinicamente estável, alimenta-se por via oral, não usa nenhum equipamento e é cuidada pela filha. A família pergunta como será o acompanhamento dela.
De acordo com a organização da Atenção Domiciliar no SUS, qual é a conduta adequada?
AClassificar como AD2 e transferir o cuidado integralmente à Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD).
BClassificar como AD3, pois a restrição ao leito exige visitas diárias de uma equipe especializada.
COrientar a família a levar a paciente à UBS de ambulância sempre que houver consulta agendada.
DIndicar uma instituição de longa permanência, pois a APS não faz cuidado domiciliar.
EClassificar como AD1, com visitas domiciliares periódicas planejadas pela eSF conforme a necessidade.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: a modalidade AD1 se destina a pessoas com problemas de saúde controlados e com dificuldade ou impossibilidade de ir até a unidade, que precisam de cuidados de menor complexidade e de visitas menos frequentes. Essa modalidade é responsabilidade das equipes de APS, que planejam as visitas e orientam a cuidadora. As modalidades AD2 e AD3 (A e B) ficam com as equipes do Serviço de Atenção Domiciliar (EMAD/EMAP) e são indicadas para quem precisa de cuidados mais intensos ou de equipamentos, o que não é o caso. Exigir deslocamento de ambulância (C) ignora a indicação de cuidado domiciliar. A institucionalização (D) não é a conduta indicada, e a APS tem, sim, a atribuição do cuidado no domicílio.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.