Medicina de Família e Comunidade IVigilância em saúde na APS: notificação compulsóriaNível 2
Na UBS, a médica de família atende Davi, 4 anos, com febre há três dias, manchas avermelhadas na pele que começaram no rosto, tosse, coriza e conjuntivite. A mãe não sabe informar a situação vacinal da criança e conta que um primo que mora na mesma casa voltou de viagem há duas semanas.
Em relação à vigilância em saúde, qual é a conduta adequada da equipe?
AAguardar a confirmação laboratorial antes de notificar, para não lançar casos falsos no sistema.
BDeixar a notificação com a vigilância epidemiológica municipal, que é a responsável legal por ela.
CNotificar apenas se surgirem outros casos semelhantes na mesma microárea.
DRegistrar o caso no prontuário e incluí-lo no consolidado semanal de agravos da unidade.
ENotificar de imediato, já na suspeita, e apoiar a investigação e o bloqueio vacinal no território.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: febre com exantema maculopapular acompanhada de tosse, coriza ou conjuntivite define caso suspeito de sarampo, que é de notificação compulsória imediata (em até 24 horas) já na suspeita. A APS tem papel ativo na investigação e no bloqueio vacinal dos contatos no território. Esperar a confirmação laboratorial (A) atrasa as medidas de controle, e a definição de caso suspeito existe justamente para isso. Notificar é dever de todo profissional de saúde que atende o caso (B). Esperar outros casos (C) ou usar o consolidado semanal (D) são incompatíveis com um agravo de notificação imediata.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.