ArteBarroco mineiro: Mestre Ataíde e o sincretismo na arte sacraNível 3
No forro da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, Manuel da Costa Ataíde pintou uma Virgem cercada de anjos músicos usando a perspectiva ilusionista, técnica que cria a sensação de que o teto se abre para o céu. Estudiosos observam que a Virgem e vários anjos têm traços que lembram a população mestiça da Minas colonial, e não apenas os modelos europeus. A pintura foi feita numa sociedade escravista, por artífices muitas vezes mestiços, a pedido de irmandades religiosas.
Considerando o contexto, a presença desses traços na obra indica que
Aa arte sacra colonial rejeitava por completo as referências europeias de composição.
Ba arte sacra colonial incorporou elementos da sociedade local aos modelos europeus.✓ correta
Ca Igreja exigia que os santos fossem pintados com traços da população indígena.
Da perspectiva ilusionista servia para esconder as figuras da vista dos fiéis.
Ea pintura colonial tinha como objetivo central denunciar a escravidão nas irmandades.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa correta é a B. A obra mantém recursos europeus, como a perspectiva ilusionista, mas mistura a eles traços da população local, num processo de mestiçagem e sincretismo típico da arte colonial. A alternativa A exagera: não houve rejeição total dos modelos europeus, e sim uma adaptação. A E também erra ao atribuir à obra uma intenção de denúncia que o texto não apresenta.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.